

Em busca da felicidade, o nosso olhar teima em
mirar horizontes longínquos. A vista panorâmica
é sempre mais bonita, não se notam
os detalhes,
as imperfeições.
Nosso olhar atravessa os vales para pousar no
cume da montanha
e nessa viagem perde-se a visão
dos belos jardins
que esperam acolhedores pela
nossa visita, tão perto, mas quase sempre
por
nós despercebidos.
O nosso "eu" vagueia altivo e neste caminho
entra em atalhos, estaciona em divagações, impõe
condições e obstáculos
para o alcance da
felicidade.
E o que é a felicidade, senão pequenos momentos
de plenitude
interior que temos dentro de nós?
Esses momentos podem ser compartilhados mas
nunca vividos
por terceiros em igual
intensidade, são exclusivamente nossos,
por isso
a nossa tal sonhada felicidade não depende de
nada que
esteja fora de nós.
Não é mais feliz quem tem dinheiro, quem tem
saúde, quem tem
um amor, quem tem um emprego,
quem tem amigos...
A nossa vida é totalmente vivida através de
escolhas
e ter momentos de felicidade é uma
sábia escolha,
pessoal e personalizada.
Os momentos felizes são para quem os escolhe,
e
escolher é fácil?
Quase sempre não, mas querer é mais fácil,
comecemos por querer ter muitos momentos
felizes, um exercício diário
para a nossa
vontade.
Tahyane Rangel
Copyright 2005
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