Em busca da felicidade, o nosso olhar teima em mirar horizontes longínquos. A vista panorâmica é sempre mais bonita, não se notam os detalhes, as imperfeições.

Nosso olhar atravessa os vales para pousar no cume da montanha e nessa viagem perde-se a visão dos belos jardins
que esperam acolhedores pela nossa visita, tão perto, mas quase sempre  por nós despercebidos.

O nosso "eu" vagueia altivo e neste caminho entra em atalhos, estaciona em divagações, impõe condições e obstáculos
para o alcance da felicidade.

E o que é a felicidade, senão pequenos momentos de plenitude
interior que temos dentro de nós?

Esses momentos podem ser compartilhados mas nunca vividos
por terceiros em igual intensidade, são exclusivamente nossos,
por isso a nossa tal sonhada felicidade não depende de nada que
esteja fora de nós.

Não é mais feliz quem tem dinheiro, quem tem saúde, quem tem um amor, quem tem um emprego, quem tem amigos...

A nossa vida é totalmente vivida através de escolhas
e ter momentos de felicidade é uma sábia escolha,
 pessoal e personalizada.

Os momentos felizes são para quem os escolhe,
e escolher é fácil?

Quase sempre não, mas querer é mais fácil, comecemos por querer ter muitos momentos felizes, um exercício diário
para a nossa vontade.

Tahyane Rangel
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